Pesquisa da FGV Direito SP mapeia o uso da IA generativa na advocacia no Brasil

25 de outubro de 2026

A velocidade com que a inteligência artificial generativa foi incorporada ao cotidiano jurídico brasileiro gerou um fenômeno paradoxal: enquanto a adoção de ferramentas tecnológicas disparou nas rotinas dos profissionais, a capacidade de mensurar seus impactos reais, estabelecer governança e garantir a supervisão qualificada caminha a passos lentos.

É o que revela a pesquisa “Inteligência artificial generativa no Direito: oportunidades e desafios no Brasil”, realizada pelo Centro de Ensino e Pesquisa em Inovação (CEPI) da FGV Direito SP. O estudo foi baseado em levantamento bibliográfico, 31 entrevistas semiestruturadas e um survey com 495 respostas válidas colhidas entre fevereiro e março de 2026.

A ferramenta já deixou de ser uma mera tendência, porém, sua implementação ainda enfrenta desafios, Para Marina Feferbaum, coordenadora do CEPI FGV. “A pesquisa mostra que a IA já está sendo utilizada em atividades importantes da advocacia, mas sua incorporação ainda ocorre de forma fragmentada, frequentemente por iniciativa dos próprios profissionais e nem sempre acompanhada de uma estratégia institucional”, aponta Feferbaum.

A pesquisa será debatida e aprofundada em duas sessões da Fenalaw 2026, no dia 28 de outubro, no Auditório 2. Pela manhã, às 11h, Marina Feferbaum assume a presidência da mesa e moderação do painel “IA Gen, agentes & automação: execução, pessoas & ROI”. À tarde, às 15h, o professor Alexandre Pacheco (FGV Direito SP) participa da apresentação “IA generativa aplicada no Direito: o que o estudo revela sobre o Brasil e o mundo”, também detalhando apontamentos da pesquisa.

 

 

Originalmente publicado em:
https://conjur.com.br/2026-out-25/pesquisa-da-fgv-direito-sp-mapeia-o-uso-da-ia-generativa-na-advocacia-no-brasil/